Pacto Com a Felicidade (Orlando Alves Gomes)

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De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser FELIZ ! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza Gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus. Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades ! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.  Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para  Diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado,  não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente. Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso,  lembrando de coisas sobre as quais

“ESCREVO PARA ME DESNUDAR” (Marla de Queiroz)



Não escrevo para fugir de mim. Não há fuga possível na minha escrita, nas minhas mudanças geográficas, nas minhas relações, nas minhas próprias fugas. A lucidez que um texto traz à tona, por mais impermeável que eu esteja, é desconcertante. Vejo-me na grafia espelhada. Vejo-me na ilusão arrebentada, no véu em farrapos, no retrovisor dos passos.

Não escrevo frases temporárias: vão-se as fases, ficam as palavras. Não há texto descartável como uma lembrança. Não há registro dispensável como uma observação.
Não escrevo para voltar para mim. Não escrevo para me conhecer. Não escrevo para te seduzir. Não escrevo para me defender.

Então escrevo para me desnudar: como se todos os meus poros sentissem falta de ar.


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