Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

BOMBEIRO (Anônimo)




Não há neve nem vento,
Não há calor nem frio,
Não se pode perder tempo
Quando há vidas por um fio.
Do lado de fora do nada,
Um crer infinito se sente,
Troca-se uma boa esplanada,
Quando salvar é urgente.
Oh homens sem medo!
Oh gente destemida e ousada!
Porque vos apontam o dedo
Quando o que recebeis é nada?
Sentem aquele grito lancinante,
Deixam tudo para trás,
Sem vacilar um instante,
Travam sempre batalhas pela paz.
O infortúnio é a sua direcção,
Lá está alguém que nunca deles se lembrou,
É sempre nada o que se perde,
O que importa é o que se ganhou.
O sonho que os invade é servir,
O espírito que os anima é agir,
Não há raças nem credos,
Querem ver alguém sorrir.
Imponente este edifício,
Pequeno o seu poder,
Salvar é dever de “ofício”,
Ainda que tenha de morrer.
Não procuram notoriedade,
No socorro são sempre os primeiros,
Despidos de toda a vaidade,
Estes SERES são BOMBEIROS.

Assinalando a data, um bombeiro, que solicitou o anonimato, presta aqui a sua homenagem, com o poema abaixo publicado, a todos os bombeiros com farda e sem ela, na ativa e os já falecidos.

*texto retirado do blog http://bombeirodedeus.blogs.sapo.pt/




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