Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

AS HORAS (Luana Tavares)




Sigo sem saborear as horas
À procura de algum lugar
Um lugar dentro de mim
Um lugar fora de mim
Onde possa te encontrar


Paro no meio da noite
E a estrada não tem fim
Sigo no silêncio sem a tua mão
Caminho pelo avesso
Tua voz na contramão

Sigo sem poder sobrestar
Paro sem que possa prosseguir
Mais uma noite incompleta
O dia amanhece e o sangue corre

Escorre ácido onde você não está
Deve haver um lugar
Que você não vai estar
Dentro ou fora de mim

O sangue seco é caminho seguro
Por onde sigo sorrindo no escuro
Sei que aqui teus passos rasgaram
As rosas que sangram sem misericórdia

Sigo o sangue seco das rosas
Paro em algum lugar
Dentro ou fora de mim
Toda hora é hora de te reencontrar

É tua voz outra vez na contramão
Dou de cara com o abismo alucinado
Ele quer me devorar, já passou da hora
Sinto muito, já passou da hora
Os olhos da moça bem de leve me tragaram.

Sigo sem saborear o compasso
de prazer de cada hora
Passo sem poder te olhar,
dou de cara com o futuro
Salto para dentro do presente
No teu riso quase lindo
Deve haver algum lugar
Em que você não vai estar
Não sei se dentro ou fora de mim

E a noite já se finda, salto sobre o fogo
Me abrigo na saudade do que já não há
Quer saber de fato o que sinto?
Dê de cara com um abismo
Entre então num labirinto

Sinta os fios da marionete
Ela pensa caminhar sozinha
Aí você decide mudar o ritmo do blues
Os fios soltam e de nada adiantou
Não vai andar...

Paro no tempo e o tempo não me para
Então, parta meu amor antes que me partas.
As nossas vidas curtas
Se juntas só terão triste fim

Teu beijo sempre foi um adeus anunciado
O fim sem começo
Minha boca, tua língua
É amor minha querida

Sigo sem poder sobrestar
Paro sem que possa prosseguir
Deve haver algum lugar
Que você não vai estar
Dentro ou fora de mim...

Copyright © 2013 by Luana Tavares
All rights reserved.

*Veja mais da autora aqui:

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