Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

'Viajante perdido pelo mundo...' (Zealberto de Paulo Jacintho)



Viajante perdido pelo mundo
carregando nas malas recheadas
os fracassos, as mágoas recalcadas,
que fizeram de mim um vagabundo,
um molambo qualquer, um moribundo
que em vão hoje busca encontrar
um alguém que lhe possa dedicar
pelo menos um riso de criança,
‘sou apenas um resto de esperança
que o tempo esqueceu de carregar’. 


(glosando um mote do poeta José Queiroz da Fonseca)

Comentários

  1. Obrigado, Emanuel, por divulgar essas minhas divagações. Você além de grande amigo é um grande poeta.
    abraços,
    Zealberto

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