Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

CAMALEOA (Taciana Valença)




Alma esta
Q'inda molhada
De chuva incessante
Adentra na relva
Num verde vibrante
Que rola e  ama
Confunde-se com a grama
Levantando-se azul
Num mar profundo
E deita-se n' areia
Na cor de seu mundo...
Adormecendo vermelha
Ah! Sonhos da paixão
Amarelando de  medo
Dos seus próprios desejos....
Oh! Inquieta alma
De arco íris intensos
Mutantes cores
São teus pensamentos
Que cor tem agora
Teu novo intento?

(Taciana Valença)

*veja mais sobre a autora aqui:
                                           ou aqui:

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