Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

DOUTORES, ILUSTRÍSSIMOS, DIGNÍSSIMOS... (Lídia Maravilha)


            
             Doutores, Ilustríssimos, Digníssimos...

             Usamos todos os nossos recursos na nossa melhor formação. Que o purismo, o formalismo exagerado, o contorcionismo intelectual feito para justificar que uns nascem mais iguais que outros, não nos transforme em um número: O número da Ordem!


              Toda a sociedade nos reclama, esperando de nós uma resposta. Nós somos chamados, porque temos o Direito de operar, com exclusividade, o mecanismo da Justiça no Brasil.  O advogado não é apenas essencial à administração do poder judiciário, ele é imprescindível na construção da cidadania.  A nós cabe a honra, mas também a responsabilidade, de integrar um poder que se caracteriza pela defesa intransigente dos interesses mais altos do país. Desejo que sejamos arautos de um tempo de coerência ética, racionalidade e humanismo.

              Sejamos homens e mulheres que não esperam ser mandados, mas vão por iniciativa própria, que não se limitam ao dever, mas habitualmente vão além do dever, que interpretam cargos e posições como oportunidades de serviço mais dilatado a favor do próximo. Pautam suas decisões não por vantagens pessoais, mas pelo bem coletivo, que fazem da advocacia um látego impoluto para castigar os desmandos dos poderosos e uma espada para a defesa do direito dos mais fracos.

              Vivemos uma época perigosa, em que o valor do Ser humano é cada vez mais ameaçado, onde se quer explicar, modelar e controlar o homem, mas podemos torcer para que continuemos indivíduos com toda a complexidade que isso implica, cheios de incoerências, contradições, buracos negros, inexplicavelmente encantados ao olhar um amanhecer, imodeláveis diante da pessoa que amamos, incontroláveis frente ao desafio de viver, incorrigíveis, improváveis, inalcançáveis, assim, humanos, terrivelmente humanos.

Lídia Maravilha (Bacharela em Direito)

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