Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Somos Hoje Matemática (Branca Barão)

         


A soma de todas as experiências que tivemos até aqui. Cada filme que vimos, cada música que ouvimos, cada relacionamento que tivemos, cada sanduíche que comemos.
Divididos entre vida pessoal e profissional, entre ser pai ou amigo, mãe ou filha, entre cuidar de mim mesmo ou do outro. Entre comer e emagrecer, acordar cedo e malhar ou dormir mais um pouco e deixar a academia para lá.
Multiplicamos respostas para depois descobrirmos que as perguntas também se multiplicam.
Somos o que ainda temos para viver, subtraídos dos anos que já vivemos, bem ou não.
Nem sempre somos hoje o resultado da conta que fazíamos no passado. Somos roteiro turístico.
Os lugares a que fomos, os dias de sol, de chuva ou de frio. Somos as pessoas que encontramos pelo caminho e levamos de alguma forma com a gente.
Somos as idas e as voltas, as paradas em cada semáforo da vida, as ladeiras acima e as ladeiras abaixo, muitas vezes sem freio de mão.
Somos principalmente cada decisão de ir, decisão esta simples ou não.
Somos artistas de TV. Somos controle remoto e a decisão de mudar ou de permanecer.
Somos pura interpretação: dos fatos, das pessoas, das situações, da vida.
Quando rimos até chorar somos comédia. Quando choramos até dormir somos drama. Quando sentimos medo, somos suspense. Quando nos apaixonamos somos romance, comédia ou terror. Ou tudo isso junto.
Somos as lembranças e os desejos. Aqueles sonhos que alcançamos e aqueles que deixamos de sonhar. Somos fotos antigas e viagens em busca de fotos novas. Somos o que somos hoje enquanto desejamos ser alguém melhor no futuro.
Somos saudade e ansiedade, pressa de ir misturada com vontade de voltar. Um “era feliz e não sabia” que busca encontrar o que perdeu, só que “lá na frente”. Somos incongruências e inconstâncias.
Calma e pressa. Desejos, impulsos e vontade de controlá-los.
Seja lá o que formos, só podemos ser no presente. No passado, já era. No futuro, ainda não é!




*veja o vídeo também nesse link aqui:

BARÃO, Branca. 8 ou 80 - Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de Você! São Paulo: DVS Editora, 2012.

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