Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coração Descalça e sem roupa como num salão Tão bela e tão doce, mulher sem limites Quem dera que fosse... E assim exististes Dançando ao ritmo de minha pulsação.   Não cabes em rótulos, por que caberias? Palavras ou versos, talvez te seduza... Então, só então, tu abras tua blusa E ardente, insana, tu permitirias Volúpias intensas de terna paixão.   Porque minha pele não te resistiria Es bela não nego, sou tão negligente Foras apenas bela, mas és inteligente Não encontro virtude que assim a alcance Melhor te amar, assim de relance   Sem ilusões, sem juras de amor Romance de flor, sem dor sem espinho Caindo as pétalas, restará: odor e carinho Assim em meu sonho, te possuo inteira Te amando pleno, não de qualquer maneira. Copyright © 2020 by Emanuel Galvão All rights reserved. *Foto by: Ana Cruz    

Somos Hoje Matemática (Branca Barão)

         


A soma de todas as experiências que tivemos até aqui. Cada filme que vimos, cada música que ouvimos, cada relacionamento que tivemos, cada sanduíche que comemos.
Divididos entre vida pessoal e profissional, entre ser pai ou amigo, mãe ou filha, entre cuidar de mim mesmo ou do outro. Entre comer e emagrecer, acordar cedo e malhar ou dormir mais um pouco e deixar a academia para lá.
Multiplicamos respostas para depois descobrirmos que as perguntas também se multiplicam.
Somos o que ainda temos para viver, subtraídos dos anos que já vivemos, bem ou não.
Nem sempre somos hoje o resultado da conta que fazíamos no passado. Somos roteiro turístico.
Os lugares a que fomos, os dias de sol, de chuva ou de frio. Somos as pessoas que encontramos pelo caminho e levamos de alguma forma com a gente.
Somos as idas e as voltas, as paradas em cada semáforo da vida, as ladeiras acima e as ladeiras abaixo, muitas vezes sem freio de mão.
Somos principalmente cada decisão de ir, decisão esta simples ou não.
Somos artistas de TV. Somos controle remoto e a decisão de mudar ou de permanecer.
Somos pura interpretação: dos fatos, das pessoas, das situações, da vida.
Quando rimos até chorar somos comédia. Quando choramos até dormir somos drama. Quando sentimos medo, somos suspense. Quando nos apaixonamos somos romance, comédia ou terror. Ou tudo isso junto.
Somos as lembranças e os desejos. Aqueles sonhos que alcançamos e aqueles que deixamos de sonhar. Somos fotos antigas e viagens em busca de fotos novas. Somos o que somos hoje enquanto desejamos ser alguém melhor no futuro.
Somos saudade e ansiedade, pressa de ir misturada com vontade de voltar. Um “era feliz e não sabia” que busca encontrar o que perdeu, só que “lá na frente”. Somos incongruências e inconstâncias.
Calma e pressa. Desejos, impulsos e vontade de controlá-los.
Seja lá o que formos, só podemos ser no presente. No passado, já era. No futuro, ainda não é!




*veja o vídeo também nesse link aqui:

BARÃO, Branca. 8 ou 80 - Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de Você! São Paulo: DVS Editora, 2012.

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