Intervalo (Carlos Pronzato)

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  Te tomo da mão Respiro teu aroma de metais Ferrugem ou carmim Tua boca é uma engrenagem frenética De flores Nosso intervalo é tão curto Que as palavras voam Como pregos cintilantes Em rosas de cobre Beijos martelados no alumínio Dos teus lábios A sirene interrompe A brisa do pátio E a paisagem do teu rosto Nos devolve ao estrondo À diária exploração Do cartão de ponto. Copyright © 2021 by Carlos Pronzato All rights reserved  

DE POUCAS PALAVRAS (Emanuel Galvão)




O beijo quase sempre era sem língua
A língua, sinceramente, de poucas palavras
As palavras, penetrantes, em meus ouvidos
Dos ouvidos a alma
- Sede dos afetos, sentimentos, paixões -
O que fazer quanto essa voz chamada desejo
Desfaz a calma, o equilíbrio o pejo?
Ao coração interpelei
Aconselhei-me à lua
Pois os sentidos estavam entregues todos à satisfação.
A satisfação, estando a flor da pele
A pele, inteiramente nua
E nua, completamente eu me entreguei.

Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.



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