Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

QUADRO (Edna Lopes)




Um Homem e seu Cão
passeiam na tarde.
Caminham lado a lado
integrados à paisagem da cidade.

Passos sincronizados, elegantes,
num clima da grande camaradagem,
alegria e descontração.

Mãos firmes, corda retesada, olhar atento.
Volta e meia a voz do homem se sobrepõe
suavemente conduzindo a coleira.

O olhar do cão é de incondicional
amor humano
O olhar do Homem é de inconfundível
amor canino.
Serão felizes até que a morte os separe...

*veja mais da autora aqui:


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