Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

METÁFORAS (Emanuel Galvão)



À Massimo Trosi e Pablo Neruda

Ele me diz coisas que me intrigam...
Depois descobri, que eram poesias
- metáforas –
Metáforas são sempre melhor
Que mentiras.
O meu sorriso para ele
Nunca são lábios entreabertos
No prazer da alegria
É sempre uma alegoria
Algo sublime na natureza
Algo pra depois ele poder
Beijar, desejar, morder...
Tudo parece ter, a seus olhos
Tanta e incomum beleza...
As palavras me penetram
E vão a lugares que ninguém
Nunca visitou
Como se eu fosse virgem
Não, na carne
Mas, na alma
Tudo o que me diz
Tira-me: O sossego, o tino, a calma
Mas, não é ruim não!
Quando um homem começa
A lhe tocar com palavras
Não está longe de lhe tocar
Com as mãos.

(Emanuel Galvão - Livro Flor Atrevida - Quadriofficce)

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