Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Imagem
 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Foi-se a Copa? (Carlos Drummond de Andrade)


Foi-se a Copa? Não faz mal.
Adeus chutes e sistemas.
A gente pode, afinal,
cuidar de nossos problemas.


Faltou inflação de pontos?
Perdura a inflação de fato.
Deixaremos de ser tontos
se chutarmos no alvo exato.


O povo, noutro torneio,
havendo tenacidade,
ganhará, rijo, e de cheio,
A Copa da Liberdade.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

O Beijo (Elsa Moreno)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (Martha Medeiros)

Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

'ATÉ QUE A MORTE...' (Rubem Alves)

A Caixa de Brinquedos (Rubem Alves)

Essa Negra Fulô (Jorge de Lima)