Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Norte, não! NORDESTE! (Felipe Chaves Guimarães)



Nascido em Maceió/Alagoas, quis a vida me levar, me alfabetizar e me criar na Ponta da Praia/Santos/São Paulo. Cresci como aqueles meninos que moram no “Sul” de um Brasil que me diziam que era dividido em somente duas regiões.


Depois a vida mudou de ideia e me levou de volta pro “Norte”. E nessa volta pra casa, fui recebido por Fabiano (Graciliano Ramos), Severino (João Cabral de Melo Neto) e pela dupla Chicó e João Grilo (Ariano Suassuna). O quarteto me deu logo uma tapa tão bem dada que aprendi num instante a chamar porrada de lapada. E aprendi a berrar aos outros: Norte não! NORDESTE!

Foi num almoço de domingo, na casa do meu avô Tó, que eu peguei emprestado “Vidas Secas”, “Morte e Vida Severina” e “Auto da Compadecida”. E já se foram quase 15 anos daqueles dias em que esses três livros fizeram eu me (re)conhecer.

Já faz um tempo que Graciliano foi brincar com baleia (1953) e que João Cabral terminou sua jornada beirando o rio (1999). Agora foi a vez de Ariano, que encontrou a pouco com a sua Compadecida.

Dos três, a morte de Ariano é a que estou vendo. E vivendo.

Em nome do mestre que hoje se foi, agradeço demais aos outros dois. Estes três nordestinos me fizeram ser. Ser-tão!







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