Um Amor (Emanuel Galvão)

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              Alguém já me havia dito que a vida é bem representada pelo aparelho que fica ao lado do leito dos pacientes, principalmente os da UTI. Aquele que faz um sobe-desce e determina o ritmo do coração, um gráfico para dizer a quantas anda nosso batimento cardíaco.  A vida tem seus altos e baixos, vejam, suas árduas subidas e os santos ajudando ladeira a baixo, como diz o ditado.            Naquele aparelho o que não se quer é uma linha reta, horizontal a sinalizar que descansamos. E na batalha da vida, pela vida e com a vida, os amores. Esses que também tem aclives e declives e podem ser difíceis para alguns, como estas palavras. Afinal, a vida não é para amadores. E eu direi: a vida é para amantes. Esses que de conversa em conversa, vão alimentado de saudades um relacionamento, esses temperados com sorrisos, carinhos e gentilezas.            São esses amores silenciosos, com menos boca e mais ouvidos que conquistam a eternidade. Saber ouvir é uma arte, saber ouvir e sorrir  é

Praia dos Ventos (Natália Monte)

Vila dos Ventos -RN

Sambei, os pés não senti
E daí? 
As contas deixei para ti,
Fugi!

Fui à praia dos ventos
Que não se apagam,
Fluem lentos,
Enganam o tempo


Lá é minha Pasárgada, 
Todo samba é bossa,
A ventania me agrada,
Toda poesia é prosa

Problemas? Longe de mim! 
Tenho a praia que é só minha,
E sussurra brisas sem fim,
Das terras todas, é a rainha

Na praia dos ventos, crio asa
E vou, para longe
Até que o corpo canse,
Até bem longe de casa 

*Veja mais da autora aqui:




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