Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

Mulher Negra - Consciência Negra É Consciência Humana - (Adriana Moraes)

Foto: Emanuel Galvão

Sou uma mulher negra! Pra elaborar essa sentença foram necessários muitos anos, até eu tomar consciência do que sou e ainda um pouco mais de tempo para ter orgulho disso.
Fácil dizer que consciência negra não é necessária e sim, consciência humana. Mentira! É fundamental ter consciência negra e ter orgulho, sobretudo. Quem fala isso nunca viu uma criança negra na escola pública respondendo a um questionário, se dizendo branca. Ou mesmo uma garota negra que fotografou sua “marquinha do biquíni” para provar que não é negra. Ou ainda, perceber uma criança negra, aceitar ser chamada de moreninha, mulata (mulato=cor de mula), parda... só pra ser aceita numa sociedade mestiça, mas que ainda não largou os costumes escravocratas.

Não existe consciência humana quando são os meus irmãos negros que apanham da polícia, que servem às mesas, que cortam cana, e que são estereotipados como ladrões, traficantes, estupradores, desocupados, vagabundos, favelados... Ou mesmo minhas irmãs negras que limpam as latrinas e a bunda dos filhos das pessoas que exigem consciência humana.
Sou uma mulher negra, de cabelos crespos, de nariz largo e de língua muito afiada. Consciência humana só quando todos forem humanos. Quero ter e disseminar minha consciência negra. Quero toda minha gente mudando sua história cheia de orgulho. Caminhando para frente, mas sempre olhando para trás.


Adriana Moraes – Mulher Negra 





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