Intervalo (Carlos Pronzato)

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  Te tomo da mão Respiro teu aroma de metais Ferrugem ou carmim Tua boca é uma engrenagem frenética De flores Nosso intervalo é tão curto Que as palavras voam Como pregos cintilantes Em rosas de cobre Beijos martelados no alumínio Dos teus lábios A sirene interrompe A brisa do pátio E a paisagem do teu rosto Nos devolve ao estrondo À diária exploração Do cartão de ponto. Copyright © 2021 by Carlos Pronzato All rights reserved  

IRRESPONSÁVEL CORAÇÃO (Emanuel Galvão)



Preso por vontade
Pode o coração querer a liberdade
Mas, por ser irresponsável coração
Bate lento na saudade
Pois que avesso à solidão
Acelera por maldade
Quando da tua aproximação.
Esse mesmo coração que vai parar
Um dia
Bate com força e alegria
Cadenciando essa estonteante emoção.
E não adianta querer explicar
Se o coração foi feito para amar
Ou para a volúpia da paixão
Este irresponsável um dia vai parar
Para seu alívio, e nosso desespero e dor.
Por isso, se haveremos de morrer
Que seja como um vingar
Essa loucura que é amar
Ceder ao desejo e num torpor
Fender seu peito e se dar
Alma, corpo, coração
E, no êxtase dessa desorientação
Morrer enfim, de tanto amar.

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