Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
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*Foto by: Ana Cruz

ENCHENTES E VAZANTES (Emanuel Galvão)



Meu coração é uma rocha em frente ao mar
Que rebenta em mim, e me faz bem e me faz mal
Acentuando assim, essa sede de amar
Entrego-me pois, as espumas da paixão
Esse conjunto de pequenas bolhas
Que como surgem desaparecerão
Porque essas ondas transformam a rocha em sal
Que são lágrimas de rebentação.

Meu corpo é a areia dessa praia apaixonada
À espera das enchentes da maré
Para sentir teu peso novamente
Tua ousadia, tua fúria desordenada
O som dos uis, o som dos ais
O vai e vem dos teus movimentos sensuais
Lembrados com saudades, porque já me são vazantes
E vós que navegais a esmo nesses versos
Compreendereis melhor se fordes amantes
As enchentes e vazantes, que unem e separam
Os casais.

Mas qual o coração de pedra que é forte
Contra o mar e seu arpoador?
Pois a paixão é canto de sereia
Meu coração é de pedra, meu corpo areia...
Se acaso sois o mar
Peço-vos por favor, deixa que eu suporte
O peso, o sonho, a sorte
De ser inundado por tão lúbrico amor.

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