Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

E "Ô" ou "O" (Ricardo Mello)




Se fecha bem é catota
Se abre então é patota
De novo e aperta e é gota
Outra vez solta e faz bota

As letras mudam de som
Tem muitos tons nossa voz
Seja fechada ou aberta
Elas só partem de nós



Fechou e pronto é agosto
Retorna a abrir já é aposta
De novo tranca está posto
Volta a expandir e se gosta

Podia usar um chapéu
Este nosso "O" querido
Quando quisesse se "Ô"
Livrava o mal-entendido

Garota,capota, raposa
Marota, paçoca, esposa

Brincadeiras com as palavras
Sopas de letras amigas
Alimentam nossas almas
Mas não as nossas barrigas


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