Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

PASSARINHO LIBERDADE (Zé Geraldo e Filizola)



Passarinho, por que cantas?
Prende a voz nessa garganta
Prende a voz com que levanta
Essa música serena
Se me vês chorar de pena
Passarinho, por que cantas?


Cantor, teu canto é solidão
Razão de pena e dó
Canto a liberdade só
Preso de paixão

Essa noite o teu canto
Só aumenta a minha dor
Se tu sabes como eu fico
Quando o meu amor não vem
Aqui do lado de fora
Me sinto preso também

*ouça a música 



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