Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

DOUTORES, ILUSTRÍSSIMOS, DIGNÍSSIMOS... (Lídia Maravilha)


            
             Doutores, Ilustríssimos, Digníssimos...

             Usamos todos os nossos recursos na nossa melhor formação. Que o purismo, o formalismo exagerado, o contorcionismo intelectual feito para justificar que uns nascem mais iguais que outros, não nos transforme em um número: O número da Ordem!


              Toda a sociedade nos reclama, esperando de nós uma resposta. Nós somos chamados, porque temos o Direito de operar, com exclusividade, o mecanismo da Justiça no Brasil.  O advogado não é apenas essencial à administração do poder judiciário, ele é imprescindível na construção da cidadania.  A nós cabe a honra, mas também a responsabilidade, de integrar um poder que se caracteriza pela defesa intransigente dos interesses mais altos do país. Desejo que sejamos arautos de um tempo de coerência ética, racionalidade e humanismo.

              Sejamos homens e mulheres que não esperam ser mandados, mas vão por iniciativa própria, que não se limitam ao dever, mas habitualmente vão além do dever, que interpretam cargos e posições como oportunidades de serviço mais dilatado a favor do próximo. Pautam suas decisões não por vantagens pessoais, mas pelo bem coletivo, que fazem da advocacia um látego impoluto para castigar os desmandos dos poderosos e uma espada para a defesa do direito dos mais fracos.

              Vivemos uma época perigosa, em que o valor do Ser humano é cada vez mais ameaçado, onde se quer explicar, modelar e controlar o homem, mas podemos torcer para que continuemos indivíduos com toda a complexidade que isso implica, cheios de incoerências, contradições, buracos negros, inexplicavelmente encantados ao olhar um amanhecer, imodeláveis diante da pessoa que amamos, incontroláveis frente ao desafio de viver, incorrigíveis, improváveis, inalcançáveis, assim, humanos, terrivelmente humanos.

Lídia Maravilha (Bacharela em Direito)

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