PASSEIO COM MEU PAI (José Alberto Costa)



Sonhei que meu pai
me levava a passear,
por campos diferentes
daqueles que percorríamos,
em nossa terra de muito sol.
Local frio, de luz mortiça,
um entardecer parado no tempo,
que não deixava a noite chegar.

Eu muito pequeno, ele muito grande
como sempre me pareceu a vida inteira.
Grande na estatura, nas atitudes.
Eu, um pigmeu que mal conseguia
acompanhar seus passos firmes.



Só o chapinhar das nossas botas,
sobre a relva úmida, quebrava
o silêncio daquele momento.
Pensamentos sincrônicos
substituíam palavras
e os ensinamentos
iam diretos ao coração.
Passei a admirá-lo ainda mais.
Quando sumiu, senti-me abandonado
na fria solidão de um vazio imenso,
sem o calor de sua presença.
Acordei criança perdida,
de olhos úmidos, buscando o pai.


Copyright © 2010 by José Alberto Costa
All rights reserved.


*veja mais de José Alberto Costa aqui: http://jac-versoreverso.blogspot.com.br/

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2 comentários:

  1. Obrigado, Emanoel, você, além de grande poeta é um amigo. Um abraço.

    ResponderExcluir
  2. Simplesmente LINDO! Todas as vezes que leio lembro-me do meu pai.

    ResponderExcluir

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