Intervalo (Carlos Pronzato)

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  Te tomo da mão Respiro teu aroma de metais Ferrugem ou carmim Tua boca é uma engrenagem frenética De flores Nosso intervalo é tão curto Que as palavras voam Como pregos cintilantes Em rosas de cobre Beijos martelados no alumínio Dos teus lábios A sirene interrompe A brisa do pátio E a paisagem do teu rosto Nos devolve ao estrondo À diária exploração Do cartão de ponto. Copyright © 2021 by Carlos Pronzato All rights reserved  

A QUEM ESCREVE* (Edna Lopes)



"A poesia se embrenhou nos meus modos viventes.
Não é mais só minha matéria-prima, é minha matéria-imã,
minha matéria-irmã, minha matéria-mãe."
Elisa Lucinda

“Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.”(...)
Maiakósvisk

Ao escrever, deixa que a alma diga sua dor, sua alegria, seu amor, seu louvor, sua paixão, sua afeição. É preciso viver cada emoção, mesmo as que não são da tua vida, da ordem do teu dia. É preciso “aprender” ser do lugar do outro, do lugar do prazer ou do sofrer do personagem que escolhes.

Ao escrever, junta ao que escreves o teu baú de lembranças, a asa de anjo e a tesoura de jardineiro. Serão úteis para a construção do mundo da poesia, do sonho, da palavra como afirmação de vida. Lembra-te que és o arquiteto desse universo prenhe de vida.
Ao escrever, escreve na alma. O tempo e as intempéries destruirão o papel ou a madeira, transformarão a pedra em areia e pó, mas o texto que encanta, que emociona o coração e a alma de quem entra em contato com ele, é eterno.
(Edna Lopes in:Poesia viva, poesia vida!) 

*Minha homenagem a quem que escreve alegrias no olhar, ternuras na alma e canções de amor nos corações de quem o lê. Meu agradecimento a quem escreve e partilha o pão do conhecimento, da sabedoria. Obrigada!!

*veja mais de Edna Lopes aqui:
http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/3796346 

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