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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Dimensão dos Sonhos (Mendonça Júnior)

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Antônio toma o teu veleiro e sai sem rumo certo, para o mais além, antes que o vento pare e a tarde acabe.

Em Pessoa (Emanuel Galvão)

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Revesti minha poesia De verbetes reluzentes Que brilhem fundo n'almas E as iluminem inteiramente, Mas a canção que acalma É a mesma da dor contundente Às vezes, métrica e rima Às vezes, apenas repente

A Missão (Sidney Wanderley)

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Todas as palavras e despalavras que haviam de ser ditas, malditas -todas-, já o foram. Mesmo o silêncio, fala sem voz, em seus inumeráveis disfarces e variações -todos-, já se fez.

Canto e Palavra (Affonso Romano de Sant'Anna / Eliezer Setton)

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Foto: Lícia Peixoto Todo homem é vário. Vário e múltiplo. Eu sou menos:  Sou duplo e me contento com o que sou.

Canto e Palavra (Affonso Romano de Sant'Anna)

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                1 Todo homem é vário . Vário e múltiplo. Eu sou menos: sou um duplo e me contento com o que sou. Fosse meu nome legião, meu destino talvez fosse a fossa e o abismo onde a vara de porcos me emborcou. Não sou tantos, repito, sou um duplo e me contento com o que sou .