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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

A VIDA É COMO JOGAR UMA BOLA NA PAREDE (Albert Einstein)

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A vida é como jogar uma bola na parede: Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; Se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma que você não esteja pronto a recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.  Albert Einstein

PORQUE ESCREVO (Rita Mendonça)

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Escrevo pra te ter por perto. É somente isso. Por saber que em algum lugar – não sei ao certo onde, talvez do meio do mar – buscarás por mim com os olhos de tua alma cega,  todo os dias. Em tempos modernos, leituras diárias e obrigatórias são as chamadas do jornal on line, a caixa de mensagens, o twitter, o site de compras em promoção. Os meus escritos não se encontram entre as opções recomendadas pelos especialistas, para uma boa administração do tempo e da vida. Estariam na classificação das futilidades.  Mas sei que tens, silencioso e furtivo,  mais um item essencial em tua rotina diária: o Meu Jardim. Perde-te nele,  escondendo-se dos especialistas e consultores.

*O QUE É UMA MENINA (Yasmin Smith)

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Entre a adolescência e a infância, existe um doce ser humano chamado menina. Meninas são encontradas em todas as partes: gritando em, arrumando-se na, dançando em uma, chorando em um. Os pais as amam, os meninos as irritam, os bebezinhos as adoram, o céu as protege.

O QUE É UM MENINO (Alan Beck)

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Alan Beck Tradução de Benedito Ferri de Barros Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade há uma deliciosa criatura chamada MENINO.

BRAZILEIRÍSSIMA (Paulo José Gonçalves)

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            Corria ela, a beira-mar, incandescente, tumbante, luzente. Cabelo laranja, cor-cobre, coisa assim.  Camisa preta, letras branco-prateadas, escrito “stop”.  Saia de marca, calcinha Du’Loren, azul escoarente.  Salto ponta-de-agulha, chiclete na boca.  Na boca um batom vermelho escuro.  Na face uma luz pálida.   Inconsciente.  Tiro no peito.   Asas na alma.  Morreu calada, quase impura. Tão brasileira.   Copyright © 2012 b y Paulo José Gonçalves All rights reserved.