Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Estrelas Que Escrevem (Ludmilla Abreu)

Não sei ser poetisa

sem ter um céu

Sem olhar pra lua cinza

e Sol – letrar no meu papel

 

Não sei fazer poesias

sem namorar as estrelas

Pra ler as nuvens vazias

eu preciso escrevê-las

 

Só sei ser poeta

e travestir-me de Sol

Sei esquentar na tela

o que não queima o lençol

 

Eu só sei ser aluna

das coisas que o céu reclama

Escrevo, enquanto a Lua

Faz noite em outra cama


Copyright © 2022 by Ludmilla Abreu
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Comentários

  1. Poesia da alma, do encanto e da dor, escrita pelo simples fato da natureza lhe responder com brilhos o que lhe faltou. Muito profunda sua impressão poética! Parabéns...

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