Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Prometo Perder (Pedro Chagas)

 


«A nudez dói muito sobre aqueles que só se suportam cobertos.»

 

Assim, sem mais nem menos, ele, armado ao pingarelho, disse-lhe o que

pensava. Ela parou, olhou-o sem mexer um músculo da cara, estendeu a mão

de forma educada e apresentou-se.

 

«Suzana, com z. Mas podes tratar-me por quero-te.»

 

Ele sorriu, estendeu a mão, cumprimentou-a de volta e fez o que as

regras da boa educação exigem.

 

«Daniel, com tesão. Mas podes tratar-me por anda comigo para casa.»

 

Ambos obedeceram.

 

Trecho do livro de crônicas Prometo Perder

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