Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Olhos (Ademir João da Silva)




Olhos que prendem
como o visgo prende o passarinho

Olhos que fazem
perder-se o íntimo

Olhos nítidos
que fisgam para o seu cristalino

Neste lago há redemoinhos
Que engolem o coração
Tesão, tensão, paixão

Olhos da medusa?
Com certeza olhos da deusa

Olhos vivos

Olhos craúna

O que há no fundo destas minas?
Rubis...topázio...destinos

Que destino?
Náufrago é, quem mergulha neles.



Copyright © 2019 by Ademir João da Silva
All rights reserved.

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