Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Antepasto (Antônio Miranda)


Tudo o que o Poeta escreve
está resumido
numa única palavra: Solidão.

Escrever é distanciar-se do mundo
para poder entendê-lo
é uma forma de morrer.

Viver é outra coisa
ainda que alienada.

Eu trocaria mil rimas
por uma noite de amor.

E trocaria um belo poema
sobre a fome
por um singelo prato de comida.

*veja mais do autor aqui:


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