Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

Discurso Pré-fabricado Para Uso dos Passivos (Paulo Miranda Barreto)



Já não entro em briga de foice e martelo
em briga de galo , de cachorro-grande
de vermelho sangue e de verde-amarelo. . .
Prefiro deixar que meu furor se abrande

Dei de observar de longe o desmantelo
‘pacificamente’ . . . qual filho de Gandhi
qual João-sem-braço ou delicado dândi
(Politicamente correto . . . sem sê-lo)

Evito o confronto, o debate, o tumulto
me esquivo do bruto, do louco, do irado
do pobre e coitado, do abastado e culto
do justo, do injusto . . . e do desajustado

Eu, de indignado, destemido e astuto
passei a ser manso, zen e conformado. . .
Fui bravo soldado . . . mais que resoluto
Hoje, já não luto . . . Só espero sentado



que o absoluto mal seja extirpado. . .
e que o injustiçado receba o indulto.


Paulo Miranda Barreto - Este trabalho está licenciado
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