Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Discurso Pré-fabricado Para Uso dos Passivos (Paulo Miranda Barreto)



Já não entro em briga de foice e martelo
em briga de galo , de cachorro-grande
de vermelho sangue e de verde-amarelo. . .
Prefiro deixar que meu furor se abrande

Dei de observar de longe o desmantelo
‘pacificamente’ . . . qual filho de Gandhi
qual João-sem-braço ou delicado dândi
(Politicamente correto . . . sem sê-lo)

Evito o confronto, o debate, o tumulto
me esquivo do bruto, do louco, do irado
do pobre e coitado, do abastado e culto
do justo, do injusto . . . e do desajustado

Eu, de indignado, destemido e astuto
passei a ser manso, zen e conformado. . .
Fui bravo soldado . . . mais que resoluto
Hoje, já não luto . . . Só espero sentado



que o absoluto mal seja extirpado. . .
e que o injustiçado receba o indulto.


Paulo Miranda Barreto - Este trabalho está licenciado
com uma Licença Creative Commons
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