As Máscaras (Menotti del Picchia)

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  O teu beijo é tão doce, Arlequim... O teu sonho é tão manso, Pierrô... Pudesse eu repartir-me encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo... e a Pierrô, minha alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrô tristonho, pois um dá-me prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: Um me fala do céu...outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar e , em verdade, toda razão do amor está na variedade... Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente. Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrô E um beijo de Arlequim! ---------------------------------------------------------------- Pierrot, Colombina e Arlequim são personagens da Commedia dell'Arte , um teatro popular italiano, que formam um triângulo amoroso clássico. Pierrot é o serviçal triste e apaixonado por Colombina, mas que tem seu amor não correspondido; Arlequim é o malandro e esperto que conquista a Colombina, ...

'Comprometa-se Com a Felicidade' (Marla de Queiroz)


A vida não é fácil. Ninguém nos garantiu que seria. Viver exige esforço, gratidão e autoconhecimento para ser mais leve. Autopiedade não tira ninguém da tristeza. A culpa e o arrependimento não mudam o passado. O que pode ser feito daqui para frente é onde mora o crescimento. Sofrimentos podem ser grandes ensinamentos e não motivos para lamentações infindáveis. Ter pena de si mesmo é um grande autodesprezo porque não temos pena de quem admiramos. A solitude é saudável. A solidão vicia e só nos invade quando não somos solidários. Pedir ajuda é um ato de humildade, mas não espere que o Outro resolva as coisas para você: até para levantar da cama diariamente, é necessário um esforço próprio. Temos em nossas mãos o poder da superação, do renascimento. A ansiedade nos deixa preocupados, a ação nos ocupa e nos faz produtivos. E o amor, este precisa alcançar dimensões muito maiores, começando por incluir nós mesmos através do perdão. Quando não estamos nos gostando, estamos agindo destrutivamente e cavando o nosso próprio desconforto. Ninguém é responsável por isto. Uma relação afetiva pode ser a experiência mais bonita ou a mais nociva. Tudo depende dos valores que desenvolvemos e das coisas que acreditamos merecer. Não aceite menos do que você merece: sinceridade, cuidado, carinho, paciência, compreensão, credibilidade, apoio, amor. Preserve-se, mas aceite as mudanças com a curiosidade que as crianças têm: confiando na vida, no mundo, nas pessoas e na sua BOA SORTE. Nada e ninguém têm o poder de te ferir, além de você mesmo. Comprometa-se com a felicidade: ela orientará o seu coração.

Veja mais sobre Marla de Queiroz aqui.

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