Oxigénio (Emanuel Galvão)


Amada,
te quero muito bem...

Eu sei que sabes!

Mas, quero ser como a brisa
em dias de verão...
- um sopro que se repete como compulsão -.

Nos dias frios...
também se repetir.
Ser como as cobertas que puxas cada vez mais
para perto de ti.

E por fim...
Nos dias amemos,
destes mais ou menos,
esses que nem notas que existo...
ser oxigénio...
por saber que não vives
sem mim.



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