Pacto Com a Felicidade (Orlando Alves Gomes)

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De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi: Eu hoje vou ser FELIZ ! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza Gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus. Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades ! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.  Não vou lamentar nem amargar as injustiças. Vou pensar no que posso fazer para  Diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado,  não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente. Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso,  lembrando de coisas sobre as quais

Disparate (Paulo Miranda Barreto)



(Amor Danado)

Se for pedir demais, Deus . . . me perdoe!
Mas, quero um grande amor desassombrado!
Assaz libidinoso e doido e ousado!
Que me oriente enquanto me atordoe. . .

Que ame amar demais e amaldiçoe
o ódio, o tédio, o medo , os versos xoxos. . .
Que adore dar prazer . . .  e sempre doe
abraços apertados, risos frouxos. . .

Que nunca fique ausente do meu lado. . .
Delire a ler . . . a ouvir David Bowie
e vá comigo aonde quer que eu voe
(e soe bem . . .  até desafinado)!

Que seja eterno enquanto dure o fado. . .
E enquanto o infinito for infindo
E enquanto houver amor no mundo irado. . .
Agora . . . e nos futuros que estão vindo. . .

Eu quero um grande amor exagerado. . .
Que gere inquietude e me arrebate
Que enxergue uma virtude em meu pecado
e que amiúde, coma chocolate. . .

Que me condene a sempre ser amado
(até depois que a vida enfim nos mate)
Quero um amor assim . . .  ‘Amor danado’!
Perdão Senhor . . . se for um disparate.

*Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons
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Poema publicado na Antologia ‘DELÍCIA’, Organizada pela Oficina
 de Literatura Cairo Trindade, no Rio de Janeiro em julho deste ano (2017)
 Editora Personal.

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