Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coração Descalça e sem roupa como num salão Tão bela e tão doce, mulher sem limites Quem dera que fosse... E assim exististes Dançando ao ritmo de minha pulsação.   Não cabes em rótulos, por que caberias? Palavras ou versos, talvez te seduza... Então, só então, tu abras tua blusa E ardente, insana, tu permitirias Volúpias intensas de terna paixão.   Porque minha pele não te resistiria Es bela não nego, sou tão negligente Foras apenas bela, mas és inteligente Não encontro virtude que assim a alcance Melhor te amar, assim de relance   Sem ilusões, sem juras de amor Romance de flor, sem dor sem espinho Caindo as pétalas, restará: odor e carinho Assim em meu sonho, te possuo inteira Te amando pleno, não de qualquer maneira. Copyright © 2020 by Emanuel Galvão All rights reserved. *Foto by: Ana Cruz    

Norte, não! NORDESTE! (Felipe Chaves Guimarães)



Nascido em Maceió/Alagoas, quis a vida me levar, me alfabetizar e me criar na Ponta da Praia/Santos/São Paulo. Cresci como aqueles meninos que moram no “Sul” de um Brasil que me diziam que era dividido em somente duas regiões.


Depois a vida mudou de ideia e me levou de volta pro “Norte”. E nessa volta pra casa, fui recebido por Fabiano (Graciliano Ramos), Severino (João Cabral de Melo Neto) e pela dupla Chicó e João Grilo (Ariano Suassuna). O quarteto me deu logo uma tapa tão bem dada que aprendi num instante a chamar porrada de lapada. E aprendi a berrar aos outros: Norte não! NORDESTE!

Foi num almoço de domingo, na casa do meu avô Tó, que eu peguei emprestado “Vidas Secas”, “Morte e Vida Severina” e “Auto da Compadecida”. E já se foram quase 15 anos daqueles dias em que esses três livros fizeram eu me (re)conhecer.

Já faz um tempo que Graciliano foi brincar com baleia (1953) e que João Cabral terminou sua jornada beirando o rio (1999). Agora foi a vez de Ariano, que encontrou a pouco com a sua Compadecida.

Dos três, a morte de Ariano é a que estou vendo. E vivendo.

Em nome do mestre que hoje se foi, agradeço demais aos outros dois. Estes três nordestinos me fizeram ser. Ser-tão!







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