Democracia (Zealberto de Paulo Jacintho)



Quando canto o que sofre esse meu povo
sem trabalho, sem casa, sem comida,
sem direito a dispor da própria vida,
com certeza eu muito me comovo
e daqui desses versos eu promovo
um pedido gritante de protesto:

- Não eleja o homem desonesto,
mostre que não aceita e não concorda
que é o avesso do pano de quem borda
é meu canto irritante e manifesto.


'Aproveitei os dois últimos versos de um poema do amigo Emanuel Lopes Ferreira Galvão, transformado-os em mote para esse decassílabo.'






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