Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

Imagem
Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Eu abro a janela e vejo a vida bela (Emanuel Galvão)


Para D. Liége

'Penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim.'
Rubem Braga

Eu abro a janela
E vejo a vida bela
Eu vejo muito a além das necessidades
- Um mundo de possibilidades –
Mais que louças para lavar
Eu vejo que tive pão em minha mesa
E os momentos de tristeza
Serão por certo menos significativos
Que os momentos de alegria
Afinal, sentir é um atributo dos vivos.

A dor da realidade
É menor que o desengano
Que, se trabalhei todos os dias do ano
Foi porque tive saúde
Portanto, não reclamo.
Fiz o que pude
Se não fiz tudo que quis
Por isso apesar e não porque
Eu vivo para ser feliz.

Eu abro os olhos
E o mundo me assombra
E encanta
Esse mesmo mundo que me cobra
Que me espanta
Possibilita-me
O ato de abrir ferrolhos.

Com a janela aberta
Eu vejo mais além
Do que a vida incerta.
Eu vejo que ninguém
É forte ou feliz sozinho
Por isso em meu caminho
Eu busco por alguém
Pra caminhar comigo
Um bem
Um outro
Um amigo.

Eu abro a janela
E vejo a vida bela
E sei que tudo nela
Tem começo, meio e fim
- é simples assim -
Ou breve ou longa
Com deleite ou açoite
Após cada noite
Amanhece um novo dia.

Apesar da correria
De nadar contra a correnteza
Das dores, dissabores, mazelas
Com um pouco de cautela
Mas muito de certeza
Eu tenho a ousadia
De abrir minha janela
E achar que a vida é bela.

08.03.2013 / 02:32hs


Copyright © 2014 by Emanuel Galvão
All rights reserved.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os Votos (Sérgio Jockymann)

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)

A FLOR E A FONTE (Vicente de Carvalho)

Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera! - Miryan Lucy de Rezende

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

Pele (Emanuel Galvão)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)

O Poeta Diante de Deus (Jorge de Lima)