Intervalo (Carlos Pronzato)

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  Te tomo da mão Respiro teu aroma de metais Ferrugem ou carmim Tua boca é uma engrenagem frenética De flores Nosso intervalo é tão curto Que as palavras voam Como pregos cintilantes Em rosas de cobre Beijos martelados no alumínio Dos teus lábios A sirene interrompe A brisa do pátio E a paisagem do teu rosto Nos devolve ao estrondo À diária exploração Do cartão de ponto. Copyright © 2021 by Carlos Pronzato All rights reserved  

CAMALEOA (Taciana Valença)




Alma esta
Q'inda molhada
De chuva incessante
Adentra na relva
Num verde vibrante
Que rola e  ama
Confunde-se com a grama
Levantando-se azul
Num mar profundo
E deita-se n' areia
Na cor de seu mundo...
Adormecendo vermelha
Ah! Sonhos da paixão
Amarelando de  medo
Dos seus próprios desejos....
Oh! Inquieta alma
De arco íris intensos
Mutantes cores
São teus pensamentos
Que cor tem agora
Teu novo intento?

(Taciana Valença)

*veja mais sobre a autora aqui:
                                           ou aqui:

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