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Mostrando postagens de Julho, 2012

A VIDA É COMO JOGAR UMA BOLA NA PAREDE (Albert Einstein)

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A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.  Albert Einstein

PORQUE ESCREVO (Rita Mendonça)

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Escrevo pra te ter por perto. É somente isso. Por saber que em algum lugar – não sei ao certo onde, talvez do meio do mar – buscarás por mim com os olhos de tua alma cega,  todo os dias. Em tempos modernos, leituras diárias e obrigatórias são as chamadas do jornal on line, a caixa de mensagens, o twitter, o site de compras em promoção. Os meus escritos não se encontram entre as opções recomendadas pelos especialistas, para uma boa administração do tempo e da vida. Estariam na classificação das futilidades.  Mas sei que tens, silencioso e furtivo,  mais um item essencial em tua rotina diária: o Meu Jardim. Perde-te nele,  escondendo-se dos especialistas e consultores.

*O QUE É UMA MENINA (Yasmin Smith)

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Entre a adolescência e a infância, existe um doce ser humano chamado menina. Meninas são encontradas em todas as partes: gritando em, arrumando-se na, dançando em uma, chorando em um. Os pais as amam, os meninos as irritam, os bebezinhos as adoram, o céu as protege.

O QUE É UM MENINO (Alan Beck)

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Alan Beck
Tradução de Benedito Ferri de Barros


Entre a inocência da infância
e a compostura da maturidade
há uma deliciosa criatura chamada MENINO.

BRAZILEIRÍSSIMA (Paulo José Gonçalves)

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Corria ela, a beira-mar, incandescente, tumbante, luzente. Cabelo laranja, cor-cobre, coisa assim.  Camisa preta, letras branco-prateadas, escrito “stop”.  Saia de marca, calcinha Du’Loren, azul escoarente.  Salto ponta-de-agulha, chiclete na boca.  Na boca um batom vermelho escuro.  Na face uma luz pálida.   Inconsciente.  Tiro no peito.   Asas na alma.  Morreu calada, quase impura. Tão brasileira.

Copyright © 2012 by Paulo José Gonçalves All rights reserved.







ESCUTATÓRIA (Rubem Alves)

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 Rubem Alves
  Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado
 curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer
 aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho
 que ninguém vai se matricular.

          Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é
bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também
 não ter filosofia nenhuma".
          Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como
são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o
que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a
dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar
 um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente
tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada
consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a g…

A QUEM ESCREVE* (Edna Lopes)

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"A poesia se embrenhou nos meus modos viventes.
Não é mais só minha matéria-prima, é minha matéria-imã,
minha matéria-irmã, minha matéria-mãe."
Elisa Lucinda

“Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.”(...)
Maiakósvisk

Ao escrever, deixa que a alma diga sua dor, sua alegria, seu amor, seu louvor, sua paixão, sua afeição. É preciso viver cada emoção, mesmo as que não são da tua vida, da ordem do teu dia. É preciso “aprender” ser do lugar do outro, do lugar do prazer ou do sofrer do personagem que escolhes.

SE NÃO TIVESSE SIDO AGORA (Adriana Moraes)

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Se não tivesse sido agora, faria ter sido antes
É que todo homem diante do amor treme
Eu não, eu sou diferente, sou mulher!
Fraca, fresca, fria, fútil...nada disso,
Forte, fogosa... Faminta!
Mulheres até choram, mas nunca tremem...

Pele (Emanuel Galvão)

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*


O coração!?...

O símbolo do amor
Ao contrário do que se imagina
Deveria ser a pele
Que ninguém sabe onde começa
Ou onde termina
A mesma que esticamos ao sol
- melanina –
Como num curtume
Que cobrimos menos por pudor
E mais por costume
Onde ficam as cicatrizes
Pele veste das meretrizes
Mercadoras de amor...
Pele símbolo de pureza
Desde a eternidade
A pele que membrana a virgindade
Fonte de beleza
Flor de liberdade
Pele que é o amor do outro lado da rua
Que não se atravessa
Por mais que se tenha vontade
Pele que repousa nua
E que o vento passeia
Sem pudor nem pressa
Que assim feito o amor
Ninguém sabe onde começa ou termina
Misteriosa tela que não se descortina
Onde se tatuam os desejos
Arranham-se fantasias
Tecido onde se enxugam os beijos
Casca em que teço minha poesia
E o vento insistente
Despudorado abusa
Membrana fina
Que reveste o corpo de uma musa.


Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.


*Pintura de S. Marshennikov
















PALAVRAS (Dydha Lyra)

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Eu me trajo dessas palavras  e desfilo elegantemente para as ilusões  sob o olhar de reprovação da indiferença,  e levanto a cabeça  quando alguem me pergunta como estou,  repenso tudo e digo:  Vivendo e achando bom...

Dydha Lyra

Copyright © 2011 by Dydha Lyra
All rights reserved.

*veja mais de Dydha Lyra aqui: movimentodapalavra.blogspot.com




QUEIMA (Pedrosill)

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Assim como os fogos de artifícios, a paixão é um lindo espetáculo Pra quem não se acaba entre as chamas!

Copyright © 2012 by Pedrosill
All rights reserved.
*veja mais de Pedrosill aqui:  http://www.pedrosill.com


O TEMPO (Pedrosill)

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Eu era o seu experimento Você que nunca percebeu Um belo exemplo de tempo Daqueles que você perdeu

PASSEIO COM MEU PAI (José Alberto Costa)

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Sonhei que meu pai
me levava a passear,
por campos diferentes
daqueles que percorríamos,
em nossa terra de muito sol.
Local frio, de luz mortiça,
um entardecer parado no tempo,
que não deixava a noite chegar.

Eu muito pequeno, ele muito grande
como sempre me pareceu a vida inteira.
Grande na estatura, nas atitudes.
Eu, um pigmeu que mal conseguia
acompanhar seus passos firmes.

DIVAGAÇÕES (Cavalcanti Barros)

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Eu creio que o poder maior da mente
excede a tudo o que se nos revela.
Que a força do pensar é simplesmente
um toque vibração gerado nela.

'NÃO É JUSTO...' (Agência Fallon Brasil)

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'Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.'
        'Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.'
        'Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.'

'QUANDO VOCÊ PERCEBER QUE...' (Ayn Rand)

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'Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; e então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada'.

INIMIGO DA CRIATIVIDADE (Pablo Picasso)

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‎'' ... O maior inimigo da criatividade é o bom senso ... ''

EU SOU A VIDA (Cavalcanti Barros)

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Não se enganem, sou a vida. Magicamente contida num corpo que Deus me deu. Tudo simples, sem mistério: Corpo morre.  Cemitério. Vida não morre.  Sou eu.
Copyright © 2010 by Cavalcanti Barros All rights reseserved.


José Cavalcanti Barros, que já foi jornalista, radialista e palhaço radiofônico, na velha Difusora, e que, no apogeu da maturidade, continua nos presenteando com maravilhosas poesias. (Arlene Miranda)

*veja mais de Cavalcanti Barro aqui:  http://movimentodapalavra.blogspot.com


CONCEITOS (Emanuel Galvão)

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A palavra pesada
Diz ferro
Gritante diz
Berro
Carente diz
Quero

AMOR - SEM EXPLICAR (SEDUTOR SEDUZIDO) (Emanuel Galvão)

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Os meus olhos, sei te encabulam
Porém, o silêncio não te incomoda
Nesse meio, corações confabulam
E meus braços teu corpo acomoda

O que dizer do amor, qual a essência?
Em que palavra inusitada ele reside?
Onde buscar respostas, em qual ciência?
Em quantas partes se compõe ou se divide?

É preciso saber ouvir o amor!
Eu que sempre me soube sedutor
Via-me agora, perplexo e seduzido

E ela tal qual fada, uma adivinha
Socorreu-me em sussurro ao  meu ouvido
- Cala tua boca , na minha.


(Emanuel Galvão - Livro Flor Atrevida - Quadrioffice/2007)

SALVE A DEMOCRACIA (Laerço dos Santos)

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Nossa gente se achava Em época mui sombria Limitando o que falava Pra não ser penalizado Pois nossa gente gemia.

ANTES QUE MEU CORAÇÃO PARE (Emanuel Galvão)

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"Há somente quatro questões de valor na vida:
O que é sagrado?
De que é feito o espírito?
Pelo que vale a pena viver?
E pelo que vale a pena morrer?
A resposta a cada uma delas é a mesma:
amor.  Apenas amor."
Don Juan DeMarco


Eu preciso dizer que te amo
Tenho que aproveitar
Enquanto meu coração bate.

METÁFORAS (Emanuel Galvão)

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À Massimo Trosi e Pablo Neruda
Ele me diz coisas que me intrigam... Depois descobri, que eram poesias - metáforas – Metáforas são sempre melhor Que mentiras.

CANA DE AÇUCAR (Emanuel Galvão)

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A foice que decepa a cana
Deixa em mim as cicatrizes.
O meu patrão deitado em berço esplêndido
Quando pisa o chão com botina,
Pisa onde deitei raízes,
Onde forrei minha esteira,
Pra descansar meu corpo moído
Da minha dura rotina.
Que tal qual a cana ficou um bagaço.

CÍNICO (Emanuel Galvão)

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O meu menino é assim: Sincero Pelo menos é o que espero Quando ele me diz coisas que qualquer mulher gosta de ouvir Quando me beija a pele, começa sempre pela boca
E pra me deixar completamente louca Percorre todo resto como um explorador em terra nunca vista  Consegue ser o meu amor Carinhoso e detalhista Em partes tão escondidas, tão sensíveis que me fazem rir Sabe meu canto predileto Cínico Que conhecendo perfeitamente a geografia do meu corpo Perde-se nele por completo Pra poder redescobrir Fingir que é novidade.... Nem sei se é por maldade Que ele age assim Pra poder me deixar com saudade Dessa masculinidade que brinca Feito criança E me faz ter esperança De tê-lo sempre pra mim.


(Emanuel Galvão - Livro Flor Atrevida - Quadrioffice/2007)

MOLHADA DE SUOR E DE DESEJO (Emanuel Galvão)

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Tu chegaste como a brisa Eu nem esperava por ti Mas tu me arrepiaste a pele Entraste pelos poros Quando me dei conta Ao amanhecer Já era toda tua E me olhava nua Eu ainda tonta Molhada de suor e de desejo Implorei pelo teu beijo.

(Emanuel Galvão - Livro Flor Atrevida - Quadrioffice/2007)

BELEZA DE MULHER (Emanuel Galvão)

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Vejo seu rosto Sinto seu corpo Como alguém que vê Sente ou entra no mar Pela primeira vez É sempre um impacto A gente nunca sabe  Se tem limite Aquela maravilha.
(Emanuel Galvão - Flor Atrevida - Quadrioffice/2007)

DOS EXCLUIDOS (Emanuel Galvão)

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Oh pátria minha! Mãe gentil
Teu filho pede esmola
Pede escola
Pede pão
Que voz horrível é essa?
Será vossa?
A voz que me diz...
Não.

FEMININA (Emanuel Galvão)

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Ser feminina,
Esse jeitinho encantador.
Que segredos tem, menina,
Quantos dengos, o amor?

Será que tem haver com ser traquina,
Será no olhar tímido e sedutor
Ou no sorriso que fascina?
Ter o corpo coberto de olor
Ser meiga, sensual e ladina?
Pode-se dizer o que quiser.
Porém, ser feminina:
É nunca esquecer de ser menina,
Quando se traz no corpo uma mulher.

(Emanuel Galvão - Livro Flor Atrevida - Quadrioffice/2007)

GEOGRAFIA (Emanuel Galvão)

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Porque sempre me acho perdido no teu corpo?

O QUERER (Emanuel Galvão)

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Mulher
Como quisera beber da tua fonte
Banhar-me na lubricidade do teu corpo
E ver-me, assim, feito um menino
No teu colo.

Pois, que um homem mesmo força
Às vezes necessita ser amparado
Mesmo tendo-te
Padece de insegurança.

Como quisera descobrir um só desejo
Nesses olhos buliçosos de menina
E dos silentes lábios
Mais que um beijo
Socorra as minhas dúvidas de criança.

Pois, que o destino que une
Às vezes, separa
E os olhos que vislumbram
Se turvam encharcados na lembraça.

Mulher
Como quisera ter-te com loucura
Desfrutar do teu corpo com doçura
E receber teu abraço na alegria.

Pois, que um homem às vezes é poeta
Mas, quando ama
É exaustão , é êxtase, é vida e poesia.

Emanuel Galvão (Livro Flor Atrevidas - Editora QuadriOffice/2007)

A ARTE DE GOSTAR DE MULHER (Rafael Martí)

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Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a
sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase:

"...para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou.