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Poiesis (Glória Vara)

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 Poesia é quando a tarde tropeça no azul, e da queda nasce um verso  com cheiro de laranja e sombra de nuvem, que se escreve sozinho no guardanapo do vento. Poesia é quando o tempo esquece o relógio, e no miolo de um silêncio qualquer, brota uma palavra de asa curta, mas com coragem de voo. Poiesis é o instante em que a pedra decide florir, sem pressa, sem plano, só porque ouviu o sussurro da terra dizendo: “vai”. Copyright © 2026 by Glória Vara All rights reserved. Veja mais da autora aqui

Grande Poder (Mestre Verdelinho)

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o nosso Deus corrige o mundo pelo seu dominamento seio que a terra gira com o seu grande poder [grande poder, com o seu grande poder] A terra deu, a terra da, a terra cria Home, a terra cria, a terra deu, a terra há A terra voga, a terra dá o que tirar A terra acaba com a toda a mal alegria A terra acaba com os sete que a terra cria Nascendo em cima da terra, nessa terra há de viver Vivendo na terra, que essa há de comer Tudo o que vive nessa terra, pra essa terra é alimento Deus corrige o mundo pelo seu dominamento A Terra gira com o seu grande poder [grande poder, com o seu grande poder] o nosso deus corrige o mundo pelo seu dominamento seio que a terra gira com o seu grande poder [grande poder, com o seu grande poder] Porque no céu a gente vê uma estrelinha Aquela estrela nasce e se põe ás seis horas Quando é de manhã aquela estrela vai embora Tem uma maior e tem outra mais miudinha Tem uma acesa outra mais apagadinha seis horas da no...

MEU SERTÃO ESTÁ DE LUTO (Romero Baia)

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Meu sertão fica mais triste Quando morre um vaqueiro E se ele for sanfoneiro O sertanejo n ã o resiste  Grita esperneia e pe r siste Asa branca pobre bichinho Agoniada foge do ninho Em busca do som do baião  Morreu s eu D ominguinhos Sucessor do G onzag ão  

CÂNTICOS DOS CÂNTICOS (Salomão)

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Quão belos são os teus pés nas sandálias que trazes, ó filha de príncipe! As colunas das tuas pernas são como anéis trabalhados por mãos de artista. o teu umbigo é uma taça arredondada,   que nunca está desprovida de vinho. O teu ventre é como um monte de trigo cercado de lírios. Os teus dois seios são como dois filhinhos   gêmeos duma gazela.

SOLIDÃO (Socorro Monteiro)

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   Homenagem a Dominguinhos                                           Uma sanfona vagueia sozinha pelos rincões do sertão. Ela sabe que nunca mais será acariciada pelos dedos ágeis e grossos que lhes coçavam as costelas ordenando o comando do floreado que expressava alegria, inventando acordes que davam muito xodó. Sabe que apesar do vigor que ainda carrega, está condenada ao recolhimento e as lembranças do seu romance feliz, que durante muito tempo produziu muito chamego...  

ABRI A PORTA (Dominguinhos / Gilberto Passos Gil Moreira)

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Abri a porta   Apareci A mais bonita Sorriu pra mim Naquele instante Me convenci O bom da vida Vai prosseguir