Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Imagem
 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

23 Horas (Ademir João da Silva)



Luzes da cidade
Gritos e gaitadas ao longe
O trem de carga das 23 horas
Esperança
Ânsia
Uma e outra reclamação
Mosquitos amassados
Asas quebradas
Pernas quebradas
Muriçocas fodidas no chão
Voo repentinamente abortado
Plasma não sugado
Noite da cidade
E uma lua nebulosa se ergue
Preguiçosa
Por trás de um pálido e fino lençol
De nuvens
E a baga tá lá, fria
Os arredores, desertos de ninguém
Com árvores negras, degraus e bancos de pedra
Igualmente negros e despreocupados.
São 23 horas.

Copyright © 2019 by Ademir João da Silva
All rights reserved.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

O Beijo (Elsa Moreno)

Essa Negra Fulô (Jorge de Lima)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)