Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Edna do Mar (José Minervino Neto)


Para Edna Constant

É de na beira do mar tanto morar
Que de olhar já sabia nosso amor

É de na beira do mar tanto morar
Que a espraiar em sonho me levou

É de na beira do mar tanto morar
Que sua casa é arte da maresia

É de na beira do mar tanto morar
Que Edna navega com alegria



Maceió, 15/07/18

Copyright © 2018 by José Minervino Neto
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