Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Serra da Barriga (Emanuel Galvão)



Zumbi do alto da serra da barriga
Não se entregou, nem se atirou.
Zumbi foi traído e degolado
E o foi, para ficar calado,
Mas seu ideal não calou.
Palmares não foi lenda
Palmares foi realidade.
Palmares não foi apenas berço
Mesmo que o preto ou o branco
Não compreendam
Sua luta para além da eternidade.
Palmares não foi apenas berço,
Palmares foi ama de leite,
Foi colo e barriga,
Serra que ainda hoje abriga
Sonhos de liberdade!

*Do livro Elogio ao Desejo & Outras Palavras (página 101)

Copyright © 2015 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto Genisete Lucena Sarmento

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