Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

 



Talvez haja um pouco de temor
Mas preciso então esclarecer
Revelar-me parece libertador
Senão, sou capaz de padecer
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você

Meu corpo deseja teu calor
Volúpia que me faz enlouquecer
Com fúria e sem nenhum pudor
E a certeza de não te esquecer
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você

As flores exalam seu olor
Antes que possam fenecer
O sol fornece seu calor
Antes da noite o esconder 
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você

Das paixões sou colecionador
Mas você me fez amolecer
Com seu jeitinho encantador
E beleza que não posso descrever
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você

Escrever é algo desafiador
Mas que se pode aprender
Amante não tem procurador
Ninguém pode substabelecer
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você

Menina te falo com muito ardor
Para você jamais me esquecer
Ser poeta ou ser um trovador
Nem se compara em te satisfazer
Eu que não sei falar de amor
Resolvi escrever para você


Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
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