Folhas Mortas (Arnoldo Wiecheteck)



Desprende-se uma folha amarelada,
Logo outra lhe sucede e outras mais,
Na calma de uma tarde acizentada,
Como suspiros, lágrimas e áis.

Folhas mortas, que tombam nas estradas,
Na balada dos ritmos estivais,
Levadas pelos ventos, em derrocada,
Rolam, bailam, voam em espirais.

Também sou como a folha desprendida,
Rolando pelo outono dessa vida,
Vagando com meu sonho já incolor.

Caí numa alameda sossegada,
Num êxtase de uma noite enluarada,
Entre um beijo e uma lágrima de amor.

Comentários

POSTAGENS MAIS VISISITADAS

Ela é Mar (Ademir João da Silva)

Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera! - Miryan Lucy de Rezende

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

'Eu te convido...' (Marla de Queiroz)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

O MEU PAíS (Livardo Alves, Orlando Tejo, Gilvan Chaves)