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Mostrando postagens de Março, 2018

Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Folhas Mortas (Arnoldo Wiecheteck)

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Desprende-se uma folha amarelada,
Logo outra lhe sucede e outras mais,
Na calma de uma tarde acizentada,
Como suspiros, lágrimas e áis.

Folhas mortas, que tombam nas estradas,
Na balada dos ritmos estivais,
Levadas pelos ventos, em derrocada,
Rolam, bailam, voam em espirais.

Também sou como a folha desprendida,
Rolando pelo outono dessa vida,
Vagando com meu sonho já incolor.

Caí numa alameda sossegada,
Num êxtase de uma noite enluarada,
Entre um beijo e uma lágrima de amor.

Ciclo da Vida (Lys Carvalho)

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Não tenho mais memória para lembrar
palavras, músicas, datas e receitas,
mas tenho um calor na alma,
que abastece meu coração
de ternura, amizade e muito amor.

Já não tenho idade para correr,
mas firmo, bem devagar,
cada passo, no compasso da vida,
contando e relembrando
a pressa de um passado,
no qual somos como frutas
(frescas e viçosas).

Não tenho mais a firmeza das mãos
para escrever todas as lembranças
de um passado que ainda vivo,
mas, lembrar revigora a alma
e o coração, para continuar a viver.

Não tenho mais velhos e queridos amigos,
mas tenho a felicidade de conquistar novos,
reciclando meus conhecimentos e valorizações,
tornando-me mais receptiva à vida.

Não tenho mais pai, mãe, irmão, tias e tios,
mas tenho guardado seus rostos
e suas marcantes presenças,
nos lindos momentos de minha vida.

No ciclo da vida, somos como as nuvens
que vão passando...
e formando vários cenários,
até que se dissolvem no céu.

Hoje, as rugas
(que marcam minha face)
nada representam dentro do meu …

Derradeiro ‘AU REVOIR’ (Paulo Miranda Barreto)

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No dia em que os anjos caírem em si
(algum tempo antes de Jesus voltar)
já haverei de estar com Salvador Dali
a ler Baudelaire nos jardins de Alá. . .

Não há inferno aqui . . .  nem acolá!
E ‘fogo eterno’ é o meu (anote aí)!
No Além, sei muito bem que mal não há
E eu lá, só vou colher o que escolhi. . .

Do amor que dei dos versos que escrevi
da paz que semeei .  . . farei um chá
e brindarei á tudo o que vivi
junto dos meus (e Deus nos louvará)

De quem ficar não sei o que será. . .
Talvez o mundo acabe em frenesi. . .
Quem sabe continue como está. . .
Ou mude pra melhor (como eu previ)!

Só sei que nada sei . . .  mas, e daí?
Se um dia saberei . . .  quem saberá?
Quem sabe eu já sabia e me esqueci. . .
(Acho que eu sempre soube) . . . E quem dirá

se era verdade tudo o que  menti 
se era mentira o que  fingi jurar
ou se o que  não jurei e nem fingi 
alguém jurou, fingiu no meu lugar?

Os erros (que jamais admiti)
já corrigi . . . não tenho o que pagar
E os dons que nunca pude revela…