Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Céu da Boca (Emanuel Galvão)



Um beijo em teu sorriso! 
Este portal da alegria
Onde o sol nasce e se  põe,
E, mesmo quando choras, 
As chuvas de  tuas lágrimas
Fazem-se arco-íris
Com a luz resplandecente
Do teu belo  sorriso.

Este portal da alegria,
Que  guarda, mas não oculta
As estrelas cálidas,
Que  espalham-se pelo  céu,
Espelhando todo suntuoso universo 
Da tua boca.

Tal sorriso,  
Só poderia ser  emoldurado
Por tão carnudos lábios,
Lapidados pelo  próprio Eros: 
Lúbricos de  mel.

E, em meio à fantasia 
Deliro em cócegas, 
Que  tua língua
Faz em minha alma.

Esse  palácio lascivo 
Que são os teus lábios, 
Traz-me o inefável prazer 
Que  habita em teu beijo.

E, quando neste universo
De mel, singularidade e fantasia 
Finalmente, sinto-me amplo.

E, no teu céu,
Atinjo o êxtase de  brincar,
De procurar estrelas com  a língua.

Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.


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