Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

Barro Nosso de Cada Dia (Adriana Moraes)



Barro nosso de cada dia...
Seria assim que eu falaria do cotidiano.
Desde que o Criador Supremo
fez Sua obra divina
e com um simples sopro nas narinas
fez vida,
O barro chamou-se poesia.

Da poesia, fez-se carne, fez-se ideias...
fez-se uma oficina.
Despercebida entre as lágrimas,
O suor, os sorrisos e as dores de
todo dia.
Eu, que sou feita de barro
-consequentemente poesia-, me faço em papel,
Que o pintor faz em madeira,
E que todos fazem em seu cotidiano.
Cada um a sua maneira.

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