A rendeira (Adriano Espíndola)



Na teia da manhã que se desvela
a rendeira compõe seu labirinto,
movendo sem saber e por instinto
a rede dos instantes numa tela.


Ponto a ponto, paciente, tenta ela
traçar no branco linho mais distinto
a trama de um desenho tão sucinto
como a jornada humana se revela.
Em frente, o mar desfia a eternidade
noutra tela de espuma e esquecimento,
enquanto, entrelaçado, o pensamento
costura sobre o sonho a realidade.
Em que perdida tela mais extrema
foi tecida a rendeira e este poema?




ESPÍNOLA, Adriano. Beira-sol. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997. 

*Vejo outros textos maravilhosos no Blog do Antônio Cícero aqui:


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