Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

DO ARQUITETO AO ARQUITETO (Emanuel Galvão)



“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
João 14:3
Eu te chamei Niemeyer
Porque “não é a linha reta, dura, inflexível
Criada pelo homem”
Que te atrai
Mas as linhas sinuosas
“Dos rios, das nuvens no céu, da mulher”
As linhas que desafiam o impossível
As linhas preferidas do meu Pai.

Eu te chamei Niemeyer
Porque também acredito
Que a imaginação não é inimiga da razão
Por isso é bendito
O que faz com coração.

Vem Niemeyer
Que o céu veste-se de um sorriso
E te espera com prancheta, compasso, grafite
Para reorganizar o paraíso
E reinventar o que lá já existe.

Vem Niemeyer
Cheio de desconfiança
Meu menino de 104 anos...
Que eu também sou arquiteto.
Vem para mim, minha criança
Pois estavas sempre no concreto
Dos meus etenos planos.

Vem Niemeyer
Que eu quero dar a eternidade
Um ar de modernidade.

Copyright © 2012 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Veja mais sobre Oscar Niemeyer aqui:



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