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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Fez-se Book (Lelê Teles)

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Passava as tardes exposta na prateleira que era o umbral de sua porta farejando alguém que viesse folheá-la com os dedos úmidos como um livro

'A curva da letra S' (Pinto do Monteiro)

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Eu comparo esta vida A curva da letra S: Tem uma ponta que sobe Tem outra ponta que desce E a volta que dá no meio Nem todo mundo conhece. 

'Poeta é Preso em Flagrante Sorriso' - FOLHA DA AMARGURA (Sergio Vaz)

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FOLHA DA AMARGURA  Sergio Vaz POETA É PRESO EM FLAGRANTE SORRISO Neste sábado pela manhã, a tropa de elite do mau humor, fortemente armada, conseguiu prender o poeta Augusto, 44, que estava sorrindo, sem autorização, deliberadamente em mais uma manhã terrivelmente ensolarada.  Acusado de Idiota, o poeta foi enquadrado na lei nº777, denominada "Tristeza não tem fim" e imediatamente levado ao Departamento das caras amarradas, no Centro das Mágoas, em São Paulo.

O Dicionário (Islan Lisboa)

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Lembro-me de um inusitado presente que ganhei aos oito anos de minha mãe no dia das crianças. Estava bastante ansioso, como toda criança fica, esperando o dia 12 de outubro. Despertei feliz naquela manhã e quando vi o embrulho que ela trazia com um sorriso no rosto, e o brilho no olhar de quem espera ver a cara de uma criança ao desembrulhar o pacote.

A Vida é Loka (Sergio Vaz)

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Esses dias tinha um moleque na quebrada com uma arma de quase 400 páginas na mão. Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia. Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus.