Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Le Petit Poème Coquin (Parole: Emanuel Galvão / Traduction : Joseli Rêgo Lopes)



Le Petit Poème Coquin 

Je cherchais La poèsie
Mais elle est allée jouer dans mon enfance
Elle a joué le toupie dans mon clos
Alors  je suis allé a la lumière
De mon clos.

Mais la poèsie coquine
Elle a  volé tout ensemble a une cerf-volant et a  porté avec elle
La parole – matière première - 
Je ne comprenais pas pourquoi cette poésie- là était grande
Et la mienne était petite
J ‘ai bandé mes yeux et j ‘ai joué à la collin-maillard
Parce que si je sentais la parole, la rime
Je la prendrais tout de suite
Mais la poèsie coquine
Bien caché chez-moi
Apportais les bruits de son attente
-         Pour moi, ce n’est pas facile la trouver
Ni la séduire, ni la captiver -
Je l’ai cherché
Mais elle a eu jouer à cache-cache
Et je ne l’ai pas trouvé.

Copyright © 2015 by Parole: Emanuel Galvão / Traduction : Joseli Rêgo Lopes
All rights reserved.

Poeminha Traquino

Eu procurei a poesia
E tinha ela ido brincar na minha infância
Tinha ido soltar pião no quintal
Dirigi-me então para a claridade
Do quintal

Mas a poesia travessa
Levantou voo com a pipa e levou consigo
A palavra - matéria-prima -
Não compreendia porque era grande
E minha poesia era pequena
Vendei meus olhos brincando de cabra-cega
Para quando sentisse o verbete, a rima
A pegasse no repente, de repente
Mas a poesia traquina
Escondida na parte mais pura
De minha casa
Trazia os sons de sua espera
- Não me é fácil achá-la
Seduzi-la, cativá-la -
Eu procurei,
Mas ela foi brincar de se esconder
E eu não a encontrei.


Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.




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