Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

'Uma Prece Orvalhada de Saudade' (Antônio Manoel Sá Cavalcanti)



Por minha mãe uma prece orvalhada de saudade mesclada de gratidão,
prece de ação de graças do fundo do coração.
Por minha mãe uma prece cheia de santas lembranças,
das cantigas de ninar, das rezas ensinadas, das estórias engraçadas
das milagrosas meizinhas que me curavam e me davam nova vida.
Por minha mãe uma prece com as palavras que vem da alma,
e que como uma brisa me acalma e alimenta a esperança.
Esperança que traz a certeza de um dia num reencontro,
sentarmos a mesma mesa e fazermos uma refeição,
quem sabe cantarmos uma canção e sorrindo como outrora,
no alvorecer de nova aurora iniciarmos uma nova e eterna história.


Antonietta sua prece quando nos despedíamos :
" Vai meu filho, Deus na frente a Paz na guia, vai com Deus e a Virgem Maria!"
E eu só dizia AMÉM!


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